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Transplante Renal: a vida Além da Diálise Considerado o tratamento mais eficaz

O transplante renal é indicado para pacientes em estágio avançado da insuficiência renal

O transplante renal se consolida como a alternativa terapêutica mais eficaz para pacientes com doença renal crônica em estágio avançado no Brasil. Embora a diálise seja um tratamento vital para mais de 160 mil brasileiros, o procedimento cirúrgico oferece uma perspectiva de maior sobrevida e melhora substancial na qualidade de vida, apesar dos consideráveis desafios de acesso e da longa fila de espera que supera as 30 mil pessoas no país.

Quando os rins perdem significativamente sua capacidade funcional, o organismo torna-se incapaz de filtrar toxinas e regular adequadamente líquidos, sais minerais e hormônios, desequilibrando o corpo. A diálise, embora substitua parcialmente essas funções vitais e seja crucial para a manutenção da vida, não proporciona a mesma autonomia e bem-estar que um rim transplantado, representando, portanto, a opção preferencial e mais completa para muitos pacientes elegíveis.

A indicação para o transplante renal ocorre em casos de insuficiência renal em estágio avançado, quando a taxa de filtração renal está drasticamente reduzida. A cirurgia consiste na implantação de um rim saudável, que pode ser proveniente de um doador vivo ou falecido, no abdome inferior do receptor. Este novo órgão é então conectado aos vasos sanguíneos e à bexiga do paciente. É importante notar que, na maioria dos casos, os rins doentes do paciente não são removidos, permanecendo no corpo sem função.

O sucesso do transplante depende criticamente da compatibilidade entre doador e receptor, avaliada por exames de tipagem sanguínea e do sistema HLA (Antígenos Leucocitários Humanos), para minimizar o risco de rejeição. Após a cirurgia, os pacientes precisam aderir a um regime contínuo de medicamentos imunossupressores. Essenciais para evitar que o sistema imunológico do receptor ataque o novo órgão, esses fármacos, embora possam aumentar a suscetibilidade a infecções, são cruciais para a longevidade do transplante.

Nas últimas décadas, a área do transplante renal testemunhou progressos notáveis. Atualmente, procedimentos cirúrgicos são mais seguros, os imunossupressores exibem maior eficácia na prevenção da rejeição e os protocolos de acompanhamento pós-operatório são bem estabelecidos. Registros internacionais indicam altas taxas de sucesso, com mais de 80% dos rins transplantados mantendo sua função após cinco anos, um índice que se eleva ainda mais em transplantes de doadores vivos e em centros de excelência.

O Brasil destaca-se por possuir um dos maiores programas públicos de transplantes do mundo, sendo o segundo país em número de cirurgias anuais, atrás apenas dos Estados Unidos. Contudo, essa liderança não anula o desafio de uma fila de espera que ultrapassa 30 mil pessoas aguardando um rim. Curiosamente, além do benefício direto ao paciente, o transplante renal representa uma economia substancial para o sistema de saúde a longo prazo, pois os custos de acompanhamento de um paciente transplantado são, em geral, inferiores aos da manutenção contínua da diálise. A maioria dos transplantes provém de doadores falecidos, mas a opção por doadores vivos, tipicamente familiares compatíveis, proporciona resultados superiores devido à redução do tempo de espera e à maior durabilidade do órgão.

O futuro do transplante renal aponta para abordagens cada vez mais personalizadas. Pesquisas exploram o xenotransplante, com o uso cauteloso de rins de animais geneticamente modificados, e avanços em bioengenharia de tecidos e impressão 3D visam criar órgãos a partir de estruturas artificiais ou células do próprio paciente. Embora ainda não estejam disponíveis na prática clínica, essas inovações prometem um futuro em que a escassez de órgãos deixe de ser a principal barreira para o tratamento. Enquanto isso, a prioridade permanece em intensificar o diagnóstico precoce de doenças renais, expandir o acesso aos tratamentos existentes e fortalecer as campanhas de conscientização sobre a doação de órgãos, essenciais para ampliar as chances de vida plena para mais pacientes.

Fonte: https://jovempan.com.br

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