O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Juiz de Fora e Ubá, municípios da Zona da Mata de Minas Gerais, em 28 de fevereiro de 2026, para avaliar os impactos de intensas precipitações. A agenda presidencial, realizada em meio a uma grave crise humanitária que resultou em 70 óbitos e centenas de famílias desalojadas, foi acompanhada por manifestações de populares que expressaram descontentamento.
As localidades foram severamente castigadas pelos temporais, que devastaram bairros inteiros e exigiram uma resposta coordenada do governo federal. Em cenários de calamidade como este, a expectativa de apoio emergencial e de longo prazo por parte da União é crucial para as comunidades afetadas.
Acompanhamento da Tragédia e Apoio Governamental
Em Juiz de Fora, o chefe de Estado sobrevoou as áreas mais atingidas e realizou uma caminhada pelo bairro Linhares, acompanhado da prefeita Margarida Salomão. Durante o percurso, o presidente conversou com residentes que relataram perdas de moradias, móveis e bens pessoais. A agenda incluiu também uma visita ao abrigo instalado na Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves, no bairro Bom Jardim, uma das 15 estruturas municipais adaptadas para acolher as famílias desabrigadas.
Na sequência, em Ubá, o presidente dirigiu-se ao Departamento de Assistência Social João de Freitas, localizado no centro da cidade. No local, Lula monitorou as ações emergenciais de atendimento às vítimas e as medidas de assistência social que estão sendo implementadas para auxiliar a população.
Comitiva Presidencial Recebida com Protestos
A visita do presidente foi marcada por protestos populares em diversos pontos do trajeto. Moradores manifestaram sua insatisfação enquanto a comitiva presidencial passava pelas ruas das cidades. Vídeos divulgados em plataformas de redes sociais documentaram o momento em que o presidente era recebido com gritos de “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.
Em um dos incidentes, um cidadão se aproximou de um dos veículos oficiais e foi prontamente interceptado pelos agentes responsáveis pela segurança presidencial. Tais manifestações refletem um clima de descontentamento de parcelas da população, evidenciando tensões sociais e políticas que emergem em momentos de crise, mesmo em contextos de visitas de solidariedade a regiões atingidas por desastres naturais.
Contexto de Respostas a Desastres
A Zona da Mata mineira, historicamente, enfrenta desafios relacionados a eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais e deslizamentos de terra, especialmente durante o período de verão. A recorrência de tais desastres exige dos governos, em todas as esferas, um planejamento robusto de prevenção, mitigação e, primordialmente, uma capacidade de resposta rápida e eficaz para a recuperação das áreas e comunidades atingidas. A presença presidencial em zonas de tragédia busca não apenas demonstrar empatia, mas também coordenar o apoio e reforçar o compromisso federal com a reconstrução.