A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,38% em maio. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma desaceleração em comparação com a taxa de 0,51% observada em abril. Apesar da queda mensal, o índice acumula uma elevação de 2,73% nos últimos doze meses.
Os principais vilões do mês foram os preços dos alimentos e bebidas, que apresentaram uma variação de 0,59%, e os custos com transporte, impulsionados principalmente pela alta expressiva nas passagens aéreas. O grupo de transportes, de forma geral, teve um aumento de 0,83%.
Outros grupos que também contribuíram para a inflação em maio incluem habitação (0,32%), artigos de residência (0,30%), comunicação (0,29%), despesas pessoais (0,23%) e educação (0,08%).
Em contrapartida, alguns setores apresentaram deflação, ajudando a frear o índice geral. O grupo de vestuário registrou queda de 0,11%, e o de saúde e cuidados pessoais teve uma leve redução de 0,03%.
O IBGE destaca que a inflação de alimentos tem sido um fator de atenção para as famílias brasileiras, impactando diretamente o orçamento doméstico. A alta em maio, embora menor que no mês anterior, ainda reflete pressões de custos e questões sazonais.
A meta de inflação para 2024, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,00%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O resultado de maio mantém o país dentro do intervalo considerado para o ano, mas a vigilância sobre os índices de preços continua sendo um ponto crucial para a política econômica.