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Ato de Nikolas Ferreira em Brasília Reúne 18 Mil, Segundo USP

News Atual

Brasília foi palco, no último domingo (25 de fevereiro), de uma manifestação que reuniu cerca de 18 mil pessoas, de acordo com um levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common. O evento, liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), marcou o encerramento de uma longa caminhada e serviu de plataforma para intensas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo federal.

A estimativa do público presente foi calculada com base em análises de imagens aéreas capturadas por drones em diferentes momentos do protesto. Com o auxílio de software de inteligência artificial, o estudo estabeleceu uma margem de erro de 12%, situando o número de participantes entre 15,8 mil e 20,1 mil.

O ato na capital federal concluiu uma marcha de 240 quilômetros que partiu de Paracatu, em Minas Gerais. Percorrida em sete dias, com paradas para pernoite em diversas localidades, a caminhada teve como objetivo declarado pleitear a “liberdade” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, Bolsonaro está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, e é alvo de múltiplas investigações, mas não se encontra detido.

A chegada a Brasília ocorreu sob forte chuva, com a última pausa registrada no Park Way antes de alcançar a Praça do Cruzeiro. No discurso proferido em carro de som, o deputado Nikolas Ferreira dirigiu críticas contundentes ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando: “Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você.”

Ferreira também reforçou o propósito do movimento, destacando-o como a “maior caminhada da história desse país” e declarando que o objetivo era “despertar o Brasil” de um “pesadelo” insuportável. Além das críticas ao Judiciário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi alvo de censura por suposta omissão.

O parlamentar exigiu a instauração de Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs) para investigar temas como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master. Uma das acusações levantadas foi sobre um suposto contrato de R$ 129 milhões da esposa de um ministro do STF com o Banco Master, com o deputado cobrando a apuração de possíveis irregularidades.

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