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Perseguição a Cristãos Aumenta na Europa, Alerta ONU

Portal Impacto Gospel

Especialistas em direitos humanos e diplomatas da Santa Sé expressaram profunda preocupação com o crescimento da perseguição contra comunidades cristãs em todo o continente europeu. As denúncias foram apresentadas durante a 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, realizada em Genebra no dia 3 de fevereiro, destacando um preocupante aumento de violência, pressão judicial e crimes de ódio.

Pressão Judicial e Casos Emblemáticos

Anja Tang, diretora executiva do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa), ressaltou que sua organização tem documentado ativamente situações onde governos europeus processam indivíduos por exercerem pacificamente suas convicções religiosas. Um exemplo notório é o caso da deputada finlandesa Päivi Räsänen, que enfrenta acusações judiciais após expressar publicamente princípios bíblicos sobre casamento e sexualidade, levantando debates sobre a liberdade de expressão religiosa em sociedades democráticas.

Crescimento de Crimes de Ódio e Alerta Global

O arcebispo Ettore Balestrero, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, revelou dados alarmantes do relatório do OIDAC, indicando que 2.211 crimes de ódio anticristão foram registrados na Europa em 2024. Balestrero enfatizou a imperativa responsabilidade dos Estados em garantir a liberdade religiosa de seus cidadãos, permitindo a prática da fé sem interferências indevidas. Ele também alertou que, em escala global, aproximadamente 400 milhões de cristãos sofrem perseguição, identificando a impunidade como um dos maiores desafios para combater essa realidade.

A intolerância manifesta-se de diversas formas, incluindo violência física, processos legais e a promulgação de leis que cerceiam a expressão religiosa em instituições de ensino, afetam os direitos parentais na educação dos filhos e comprometem a autonomia e a atuação das instituições religiosas. Nazila Ghanea, Relatora Especial das Nações Unidas sobre Liberdade de Religião ou Crença, reforçou que os cristãos enfrentam múltiplas violações de direitos fundamentais e não devem ser negligenciados. Complementarmente, Márk Aurél Érszegi, conselheiro especial para religião e diplomacia no Ministério das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, sugeriu a implementação de programas de assistência para apoiar comunidades que sofrem perseguição e deslocamento forçado em razão de sua fé.

Ataques a Templos e Propriedades Religiosas

De acordo com o OIDAC Europa, a maioria dos ataques contra cristãos em 2024 ocorreu na França, seguida pelo Reino Unido, Alemanha e Espanha. Entre os episódios mais graves documentados, destaca-se o assassinato de um monge de 76 anos em um mosteiro espanhol. O relatório também aponta um aumento nos incêndios criminosos contra igrejas e propriedades cristãs, com 94 casos registrados no ano corrente. A Alemanha liderou nesse tipo de ocorrência, contabilizando 33 incidentes, um cenário que se insere em denúncias preexistentes de líderes cristãos alemães sobre o crescimento do vandalismo e da profanação de templos. Além disso, foram reportados 15 casos de vandalismo em templos europeus com pichações de símbolos satânicos.

A identificação das motivações por trás desses crimes de ódio anticristão é frequentemente dificultada pela baixa taxa de detenção dos responsáveis. Contudo, nas situações em que a verificação foi possível, os ataques foram atribuídos a ideologias radicais diversas, incluindo vertentes islâmicas, de esquerda e de direita, além de outros motivos de cunho político.

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